CAR e Protocolo de Nagoya foram os assuntos do painel sobre legislação ambiental
Publicada em: 4 de setembro de 2014

Renan Zebiani/Canal Rural

Para representante do Ministério Público-RS, o momento é de aplicar o novo Código Florestal e aperfeiçoar esta ferramenta para evitar a insegurança jurídica

No segundo e último painel do Fórum Soja Brasil na Expointer 2014, o tema foi a legislação ambiental, especialmente a Lei 12.651/2012, o chamado Código Florestal. Participaram do debate o secretário-geral do Ministério Público do Rio Grande do Sul, Alexandre Saltz, o assessor da Federação da Agricultura e Pecuária do RS (Farsul) Eduardo Condorelli, o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Soja, Glauber Silveira, e o presidente da Aprosoja Brasil, Almir Dalpasquale.

• Legislação para o atual agronegócio está obsoleta, afirma procurador do Trabalho

A principal discussão girou em torno do Cadastro Ambiental Rural e a adaptação do produtor rural à nova lei. Para Glauber Silveira, o Código deve ser cumprido, mas ele acredita que a legislação causa confusão na cabeça do produtor, principalmente o ponto que fala sobre a vegetação na beira de rios, que não é retroativa e causa disparidades entre o que cada agricultor deve fazer.

– A lei deve ser cumprida, sim. Não vou dizer que nós concordamos com tudo que está nela, só que ainda existem coisas conflitantes na cabeça do produtor, não é má vontade. A maior vontade do produtor é se adequar – comenta Silveira.

Para Alexandre Saltz, o momento não é de discutir mais a nova lei e, sim, colocá-la em prática. Ele ressaltou que só com a aplicação da legislação é que se pode acabar com as inseguranças jurídicas.

– É uma lei nova, ela ainda precisa ser praticada para se corrigir o que nela está errada. Ela sofrerá interpretações no começo, mas a jurisprudência nasce desta forma , com a lei sendo tensionada – salientou o representante do MP-RS.

Protocolo de Nagoya

Outro assunto no debate foi o chamado Protocolo de Nagoya, que, resumidamente, propõe o pagamento de royalties sobre espécies que não são nativas do país, como é o caso da soja, por exemplo. O presidente da Aprosoja Brasil afirmou que a proposição ainda não foi ratificada pelo Congresso Nacional e que a entidade vai lutar para garantir que os sojicultores não serão prejudicados. O diretor-executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, afirmou que vão lutar para que isso não seja aprovado, caso o sojicultor saia perdendo.

– Temos uma negociação em curso. Vamos trabalhar para que seja ratificado algo que não nos prejudique. Se nos prejudicar, nós vamos lutar contra esta ratificação – encerrou Rosa.

Sobre o Projeto Soja Brasil
O projeto tem a realização do Canal Rural e da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil), com a coordenação técnica da Embrapa Soja. O apoio institucional é do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) e da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). A consultoria é de Safras & Mercado e Somar Meteorologia. O patrocínio é de BASF e Mitsubishi Motors. O apoio nos eventos é de Yara Brasil Fertilizantes.

Mais notícias do Projeto Soja Brasil

Publicada em: 18 de setembro de 2018

Nova técnica garante facilidade ao processo que, até hoje, era realizado na hora do plantio e demandava mais mão de obra

Publicada em: 18 de setembro de 2018

Outro fator que está pressionando as cotações é o embate entre os americanos e os chineses, com as novas taxações. Segundo o Rabobank, os preços ainda devem seguir pressionados até o fim do ano

Publicada em: 18 de setembro de 2018

Até no Centro-Oeste, onde os solos estavam mais secos, as precipitações devem dar um alívio e favorecer o início dos trabalhos

Publicada em: 17 de setembro de 2018

Na Abertura Nacional do Plantio da Soja, a diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia afirmou que novas variedades transgênicas trarão mais opções ao manejo e permitirão proteção de culturas e ganhos de produtividade

Publicada em: 17 de setembro de 2018

De acordo com Dionísio Gazziero, durante a Abertura Oficial do Plantio de Soja, a proibição do herbicida elevaria custos e traria de volta práticas de manejo mais prejudiciais à natureza