Certificação rende prêmio extra para a soja transgênica ou convencional
Publicada em: 16 de maio de 2017
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Brasil já é o principal fornecedor de créditos de soja responsável do mundo e, com a demanda crescente, pode tirar ainda mais proveito dessa posição

Daniel Popov, de São Paulo
Em tempos de preços pouco remuneradores, qualquer real a mais pode ajudar a melhorar a situação do produtor. Alguns sojicultores já apostam na semeadura de parte da propriedade com variedades convencionais, sabendo que ganharão um prêmio por ela. Mas, outra modalidade tem ganhado destaque pelo mundo, a certificação responsável, que exige dos produtores trabalharem dentro das regras trabalhistas, sociais e ambientais e, em contrapartida, gera um prêmio por variedades transgênicas ou convencionais.

A sustentabilidade é uma palavra bastante comentada nos últimos anos, isso porque, em tempo de crescimento populacional e a redução de recursos naturais, que preserva ganha. Pensando nisso, a Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS) implementou a Certificação pelo Padrão RTRS de Produção de Soja Responsável, ou seja, seguir cinco princípios básicos: obedecer às leis e às melhores práticas de negócios; ter boas condições de trabalho; respeitar e desenvolver as relações com as comunidades locais; cuidar do meio ambiente; e realizar práticas agrícolas adequadas.

O produtor que se adequa a estas exigências, pode vender os créditos adquiridos após a colheita às empresas interessadas em comprá-los. “O RTRS possui uma plataforma online para esta negociação. O produtor certificado ganha um crédito por cada tonelada produzida e negocia livremente com as empresas interessadas o valor do prêmio por tonelada, simples assim”, conta o consultor externo da entidade, Cid Sanches.

Apesar de os valores serem bem varáveis, muitas negociações giram em torno de US$ 2 a US$ 3 por tonelada. “O produtor de soja transgênica que normalmente não ganha nada a mais por sua soja, pode ganhar com isso. O melhor é que ele ainda fica livre para negociar a soja física com quem ele bem entender”, garante Sanches.

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Claro que existe um processo a ser seguido para o produtor conseguir este certificado. Normalmente ele deve buscar ajuda de uma consultoria para entender o que falta para sua propriedade participar do processo. Realizado as mudanças e adequações, ele deve buscar uma auditoria para comprovar que tudo está correto. Somente após esse processo ele recebe o certificado e a autorização para negociar os créditos que conseguir. “A RTRS é uma associação que faz este meio de campo entre os produtores que vendem e as empresas que compram através de uma plataforma online. Mas, se precisar o produtor pode entrar em contato conosco que indicamos consultorias para realizar esta tarefa”, diz Sanches.

Indagado sobre a demanda por estes créditos, o consultor garantiu que tem e é crescente. Para se ter uma ideia, no ano passado, foram negociados mais de 3 milhões de toneladas e a perspectiva para este ano é de um milhão a mais. “São mais de 200 empresas comprando créditos no mundo e elas precisam cada vez mais disso. Na Europa, responsável por 90% das compras, algumas regras estão mudando e as empresas firmaram acordos de mudança para começar já em 2020”, afirma o consultor.

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Dos três milhões de toneladas em créditos negociados, 1,2 milhão vem da soja brasileira. E a perspectiva é chegar em 2020 com um volume acima de 7 milhões de toneladas. Segundo o representante da RTRS, no mesmo período a Europa demandará 10 milhões de toneladas e o mundo todo 20 milhões. “O Brasil tem tudo para se tornar o maior fornecedor de créditos”, conta.

Por enquanto apesar de quase a metade dos créditos negociados virem do Brasil, aqui dentro pouco se movimenta. Até 2016 apenas uma empresa brasileira estava cadastrada para comprar créditos. Neste ano, já são três e a perspectiva é fechar com quatro no total. “A demanda também ampliará, e daqueles 20 milhões de toneladas demandadas no mundo, dois serão do Brasil”, diz Sanches.

Os produtores interessados podem acessar o site do RTRS, totalmente em português e buscar mais informações.

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Sobre o Projeto Soja Brasil
O projeto tem a realização do Canal Rural e da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil), com a coordenação técnica da Embrapa Soja. O apoio institucional é do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) e da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). A consultoria é de Safras & Mercado e Somar Meteorologia. O patrocínio é de BASF e Mitsubishi Motors. O apoio nos eventos é de Yara Brasil Fertilizantes.

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