Tecnologia possibilita armazenamento de soja inoculada
Publicada em: 18 de setembro de 2018

Nova técnica garante facilidade ao processo que, até hoje, era realizado na hora do plantio e demandava mais mão de obra

O tratamento de sementes de soja já ajuda na redução do uso de outros produtos para adubação e combate a doenças, o que representa uma economia de até R$ 900 por hectare. Agora, uma nova tecnologia agregada a este tratamento pode ampliar a produtividade, além de melhorar as condições de armazenamento das sementes.

Sementes de soja não tratadas representam um potencial de queda na produtividade que gira entre 10% e 40%. Por isso, o tratamento industrial é uma prática essencial para que elas fiquem protegidas no solo, garantindo um bom desenvolvimento das lavoura.

Esta tecnologia é essencial para garantir um bom desempenho das sementes de soja, assim como para o agricultor conseguir mais sacas por hectare. A novidade é um produto desenvolvido pela multinacional Basf, que garante o armazenamento do insumo por até 45 dias. “Hoje, as bactérias do gênero bradyrhizobium, usadas no tratamento das sementes, precisam ser inoculadas e as sementes imediatamente plantadas, porque senão as bactérias morrem e perdem a eficiência”afirma o gerente de biotecnologia da empresa Fernando Arantes. “Esse novo tratamento permite que o agricultor e o sementeiro tenham essa flexibilidade, porque eles podem fazer isso com uma antecedência de 45 dias.”

Na cultura da soja, o inoculante é importante para a fixação do nitrogênio, um dos principais responsáveis pela boa produtividade das lavouras. Segundo a Embrapa, caso o fornecimento de nitrogênio para a cultura da soja tivesse que ser efetuado via adubação nitrogenada seria necessário (para uma produção média de 49 sacos por hectare) um total de 588 kg uréia/ha (considerando uma eficiência de apenas 60%), a um custo médio (outubro de 2013) de R$ 906 por hectare. Já o custo por hectare da inoculação é de apenas R$ 8. Ou seja, com o processo de inoculação são economizados quase R$ 900.

O pesquisador da Embrapa, Sérgio Abud explica que tecnologias como essa aumentam a fluidez, melhoram a plantabilidade, garantindo uma melhor distribuição das sementes no solo, e consequentemente uma melhor distribuição de plantas, evitando falhas. “Uma falha de uma planta por metro quadrado pode corresponder a um prejuízo médio de 3 a 4 sacos por hectare, muita coisa”, garante ele.

Entre as vantagens do novo produto, está a otimização de recursos para o agricultor no momento do plantio. Basta abrir os sacos das sementes, abastecer as plantadeiras e começar o cultivo. “É uma conveniência muito grande, além de uma redução no custo de mão de obra, sem falar na profissionalização da qualidade do tratamento que tem essa semente”, frisa Arantes.

A nova tecnologia, apresentada aos produtores e sementeiros de algumas regiões do país, deve chegar as revendas em breve, já para uso na safra 2017/2018. “Entregar uma semente para o produtor com este pacote de benefícios, onde vai ter a possibilidade de chegar na propriedade abrir a sacaria e já plantar, é o mais importante no processo de negociações de sementes de soja”, comemora o sementeiro do município de São Antonio da Posse (SP), Juliano Trevisan.

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Sobre o Projeto Soja Brasil
O projeto tem a realização do Canal Rural e da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil), com a coordenação técnica da Embrapa Soja. O apoio institucional é do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB). A consultoria é de Safras & Mercado e Somar Meteorologia. O patrocínio é de Ihara e Mitsubishi Motors.

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