Rondônia apresenta suas vantagens para a produção de soja
Publicada em: 5 de dezembro de 2017

Preço do frete, áreas mais baratas e muito espaço estão entre os atrativos do estado. Infraestrutura para armazenagem é o ponto fraco

Eduardo Campo, de Vilhena (RO)
Os produtores de soja de Rondônia tem uma vantagem logística em relação aos agricultores do Centro-Oeste: o frete é mais barato.Com isso, os agricultores conseguem uma economia de até R$ 10 por saca. Mas, a falta de estrutura de armazenagem prejudica os sojicultores na hora de negociar a colheita.

A soja é o principal produto agrícola de Rondônia. O estado conta com 1.270 agricultores e estimativa de produzir, neste safra, 960 mil toneladas, ou seja, 3% a mais que na temporada anterior. O estado  cresce em produção e em área, mas quando o assunto é armazenagem de grãos, fica evidente a falta de infraestrutura. A central agrícola, por exemplo, é a única da região de São Miguel do Guaporé, com capacidade de armazenagem de grãos.

“Por aqui, não tinha estrutura nenhuma. Começamos em 2012 com apenas uma estrutura de secagem na região. Hoje, temos o nosso armazém aqui e sabemos de um outro armazém particular a 80 quilômetros daqui. Mas, a necessidade ainda é grande. No começo, fomos taxados de loucos por construir um armazém em uma região que praticamente não tinha agricultura”, conta Marcelo Lucas, diretor da Central Agrícola.

Segundo a Secretaria de Agricultura do estado, atualmente Rondônia tem capacidade para armazenar até 720 mil toneladas de grãos, ante uma produção estimada de quase 2 milhões de toneladas de grãos. E este problema não parece ter uma solução simples.  “A dificuldade dos produtores rurais é ter acesso a crédito para armazenagem, pois em muitos casos falta a regularização fundiária. Nós temos 90 propriedades no estado que não tem uma escritura definitiva, ainda”, diz Evandro Padovani, secretário de Agricultura do Estado.

Mas, Rondônia tem um ponto muito favorável quando o assunto é localização e logística. Por estar perto de uma hidrovia, a soja de lá rende quase R$ 10 a mais por saca, que a de Mato Grosso, isso porque o gasto com frete é bem menor. O escoamento é feito pelo rio madeira e tapajós, em Porto Velho. Entre o primeiro semestre de 2016 e o segundo semestre de 2017, foram transportadas 2,4 milhões de toneladas de soja por Porto Velho. E um 1,8 milhão de toneladas entre Indaiatuba e Barbarena, pelo rio tapajós.

“A soja vem do produtor pela rodovia BR 364, direto ao porto. Dali sai em comboios de 22 balsas, cada uma levando o equivalente a 800 carretas bi-trem, com destino aos terminais de Itaquatiara, no amazonas, ou seja, em torno de 1 mil quilômetros de hidrovia”, diz Leudo Buriti, presidente do porto em Porto Velho.

O escoamento da safra de soja por Rondônia depende exclusivamente da capacidade do complexo portuário da capital Porto Velho, tanto na área pública como em terminais privados. A capacidade anual é de 5,3 milhões de toneladas para granéis agrícolas. O aumento dessa capacidade vai depender de investimentos nestes locais. “A perspectiva é positiva. Tanto que vemos lavouras maravilhosas e fantásticas e sem dúvida é um estado que vai entrar no radar agora”, conta o diretor conselheiro da Aprosoja Brasil, Glauber Silveira.

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Sobre o Projeto Soja Brasil
O projeto tem a realização do Canal Rural e da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil), com a coordenação técnica da Embrapa Soja. O apoio institucional é do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) e da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). A consultoria é de Safras & Mercado e Somar Meteorologia. O patrocínio é de BASF e Mitsubishi Motors. O apoio nos eventos é de Yara Brasil Fertilizantes.

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