Você sabe quanta soja é desperdiçada na colheita? Aprenda a medir e evitar
Publicada em: 20 de abril de 2017
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Para os padrões internacionais é tolerável perder no máximo uma saca por hectare, mais do que o dobro da média brasileira

Na agricultura moderna a redução de custos é essencial para aumentar e garantir a rentabilidade da atividade. Mas, existem outros métodos para ampliar os ganhos. Um deles é evitar desperdícios. Para a soja, a Embrapa criou uma tecnologia capaz de estimar a quantidade de grãos que a colheitadeira não recolhe, cai no solo e acaba sendo desperdiçada.

Trata-se de um copo medidor e uma armação de dois metros quadrados. Criada pela Embrapa Soja  durante a década de 1980, a metodologia foi adaptada às máquinas e às técnicas de cultivo atuais e é capaz de reduzir perdas e assim aumentar a eficiência da colheita.

De acordo com padrões internacionais, a tolerância de perdas é de até uma saca de 60 quilos por hectare, acima disso é considerado desperdício. No entanto, no Brasil há estimativas de perdas de duas ou mais sacas por hectare, em média, o que poderia ser facilmente evitado adotando-se práticas de aferição na colheita.

O pesquisador da Embrapa José Miguel Silveira informa que o sistema de medição pode ser confeccionado com ripas de madeira ou canos de PVC e barbante. “Após a passagem da colhedora, a armação deve ser colocada transversalmente às linhas de semeadura”, explica Silveira. “Os grãos que estão soltos sobre o solo e dentro das vagens na área de armação são depositados no copo medidor e o nível de perdas é determinado diretamente numa escala graduada, em sacos por hectare”, diz.

Claro que para não ter trabalho e ainda conseguir dicas técnicas para evitar problemas, a entidade disponibilizou um Kit básico que pode ser comprado facilmente.

Kit contra o desperdício

O kit básico de monitoramento de perdas na colheita de soja (copo e armação) é acompanhado de um manual orientador. O documento destaca os índices e os valores relacionados a cada um dos sistemas que compõem a colheitadeira – corte e alimentação, trilha, separação, limpeza, transporte, armazenamento e descarga, finalizando com as recomendações técnicas sobre os problemas, as causas e as possíveis soluções observadas na operação de colheita da soja.

“Em geral, maior cuidado deve ser dado ao sistema de corte e alimentação, composto de barra de corte, molinete, condutor helicoidal (caracol) e esteira alimentadora”, recomenda o pesquisador. “Ajustes como a posição e a rotação do molinete devem ser observados, mesmo havendo hoje o auto-ajuste que sincroniza a rotação do molinete com a velocidade de avanço do equipamento colhedor”, frisa.

De acordo com Silveira, no processo de colheita, a velocidade de deslocamento da colheitadeira influencia diretamente nas perdas. A Embrapa recomenda um intervalo de velocidade entre 4 e 6,5 km por hora para que o sistema de corte da plataforma de alimentação trabalhe com máxima eficiência e contribua para minimizar as perdas de grãos.

Onde encontrar

Claro que para não ter trabalho e ainda conseguir dicas técnicas para evitar problemas, a entidade disponibilizou um Kit básico que pode ser comprado facilmente. Os interessados podem solicitar o copo medidor  pelo telefone (43) 3371-6119 ou pelo e-mail: cnpso.vendas@embrapa.br.

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Sobre o Projeto Soja Brasil
O projeto tem a realização do Canal Rural e da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil), com a coordenação técnica da Embrapa Soja. O apoio institucional é do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) e da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). A consultoria é de Safras & Mercado e Somar Meteorologia. O patrocínio é de BASF e Mitsubishi Motors. O apoio nos eventos é de Yara Brasil Fertilizantes.

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